quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como saber que as pessoas mudaram de verdade? (É possível mudar?)

Ontem escrevi um texto sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana, um dos principais livros de Freud, e como as pessoas que insistem em dizer que mudaram podem estar, na verdade, escondendo que continuam sendo as mesmas de sempre. O inconsciente não nos deixa mentir e, de alguma forma, sempre vamos revelar, mesmo sem querer, nosso
verdadeiro eu.

Mas é possível uma pessoa mudar de verdade? Se transformar?

Claro que sim. E os exemplos são diversos: pessoas que se transformam em atletas depois de passarem muitos anos sendo gordas; preguiçosos que viram grandes estudiosos; ex-usuários de drogas - as pessoas mudam, mas isso nada tem a ver com falar que mudou.

Falar que mudou é uma das primeiras preocupações de boa parte das pessoas. "Eu mudei" traz uma sensação agradável e satisfatória, mas não comprova que novos comportamentos, novos hábitos, novas maneiras de ser realmente estão ali (e é aí que o inconsciente age, revelando por meio de atos falhos, comentários sem querer, atitudes sem pensar o que realmente está no nosso interior).

O que de fato determina se uma pessoa mudou seus comportamentos é a sua coerência. Se ela agir conforme pensa e pensa conforme age, esse é um grande indício de mudança real e significativa. É claro que sempre podem haver recaídas - mas a pessoa que muda de verdade se ergue rapidamente após uma recaída, enquanto que a que mudou apenas no discurso não consegue se levantar.

Mudar comportamentos nada tem a ver com discursar - o pensador Jim Rohn, inclusive, menciona que suas mudanças devem ser guardadas para você, assim não tem risco de serem atrapalhadas por ninguém mais.

Mudar comportamentos está relacionado com disciplina, mudança diária de atitudes e hábitos e um controle cada vez maior sobre si mesmo.

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