quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O que deve fazer o próximo prefeito de Teresina? - Parte 1

Eu não sou político e provavelmente nunca irei administrar uma cidade. Tenho, porém, alguns conhecimentos de psicologia, economia, empreendedorismo (já fui e ainda pretendo ser!) e, claro, sou brasileiro e sei das dificuldades que é viver neste país. Com o início das campanhas eleitorais, os candidatos de Teresina, Firmino Filho (PSDB), Dr. Pessoa (PP) e Amadeu Campos (PTB) precisam mostrar inteligência e propostas realmente eficientes para Teresina.

Não caia na conversa mole de "sou o que mais faz". Fazer muito não significa absolutamente nada. É preciso projetos de curto, médio e longo prazo e, até o momento, nenhum candidato apresentou nada que seja minimamente relevante para uma cidade economicamente madura.

Ao invés de querer fazer tanto, muitas vezes o trabalho de políticos é não atrapalhar a vida da população (com impostos, regulamentações ou impossibilitando o trabalho livre e honesto).

Abaixo listei algumas sugestões do que o próximo prefeito da capital deve fazer (e algumas que ele não deve fazer):

Transporte público
Essa é uma das áreas mais deficientes na capital e as medidas que são tomadas são, em sua totalidade, desastradas e ineficientes. A moda, já há alguns anos, é a criação de corredores exclusivos para ônibus, inclusive com monstruosidades de corredores onde só há uma via para os carros, impossibilitando até mesmo a ultrapassagem.
O próximo prefeito de Teresina precisa incentivar novas empresas a entrarem no setor, aumentar a concorrência e diminuir a burocracia. Por que qualquer um que tenha uma van ou um ônibus não podem trabalhar na área? O argumento de que isso é perigoso é inválido: motoristas sem nenhum tipo de preparo ou cuidado dirigem nas empresas de ônibus regulamentadas e o número de acidentes entre ônibus é bastante alto.

Incentivo ao empreendedorismo e ao livre mercado
No ano passado, uma patética polêmica envolvendo a empresa Timon City revelou problemas graves de intervenção do poder público no setor privado. A empresa, que oferecia um serviço melhor e mais barato, foi impedida de atuar em Teresina porque não tinha regulamentação (apenas um papel sem nenhum valor prático e que não representa absolutamente nada). Enquanto governos municipais não incentivarem empresas, diminuindo regulamentações desnecessárias, empreender se torna caro e desestimulante.

Segurança pública
A segurança pública aparenta, para qualquer indivíduo, estar totalmente fora de controle. O tráfico de drogas trabalha sem nenhum tipo de intervenção policial (ou até com conivência!) e os números de assassinatos só crescem na capital. O Secretário Estadual de Segurança do Piauí defende menos encarceramentos, ou seja, mais bandidos nas ruas.

O município, por outro lado, não pode ficar leniente com a inoperância do Governo do Estado - é preciso diminuir a tolerância para qualquer tipo de crime, tornar a criminalidade não compensadora (a punição inexistente para os crimes compensam!) e organizar a cidade utilizando, por exemplo, a Teoria das Janelas Quebradas, que afirma que lugares sujos e desorganizados são mais propícios de terem índices elevados de criminalidade, enquanto que cidades limpas e organizadas desestimulam o crime.

Obras aleatórias não desenvolvem a economia
Criar obras aleatórias, principalmente para o lazer, são ótimas propagandas para campanhas políticas, mas tem um efeito irrelevante na economia de um lugar. Primeiro, para realizar a obra é preciso gastar MUITO dinheiro público; segundo que o retorno é baixíssimo, haja vista se tratar de um local público que irá sempre gastar mais do que recebe.

Essa é apenas a primeira parte, depois falarei de outros pontos que precisam ser prioridade para o próximo prefeito.

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