quinta-feira, 5 de maio de 2016

Não acredite nas palavras ou porque mentimos tanto

As palavras, sejam escritas ou faladas, servem basicamente para comunicação. Aprendemos a utilizá-las porque é fácil, prático e útil - sim, falar funciona (é óbvio). Se eu peço um copo d'água para uma pessoa, seria muito mais difícil fazê-lo se eu não pudesse utilizar palavras para dar a instrução.

O que ocorre com as palavras é que elas são facilmente manipuláveis. As pessoas usam as palavras para se defender, para dissimular, para criar histórias... Sim, se formos descobertos em algo que não deveríamos estar fazendo, basta criar uma mentira.

Mas, por que mentimos?

A mentira é, assim como as próprias palavras, úteis. Se uma criança é pega tirando nota vermelha e fica de castigo, na próxima ela irá mentir sobre o recebimento do seu boletim, já que a consequência de mentir (não acontecer nada) é muito melhor que falar a verdade (e ficar de castigo).

"Com quem você estava conversando?", pergunta a namorada ciumenta, ao tempo em que recebe a resposta: "Com ninguém", do namorado que falava com outra. Um caso assim, comum para muitas pessoas com pequenas variações, mostra como mentir, em muitos casos, é mais compensador do que falar a verdade.

Outro fator é que somos muito tolerantes com as mentiras. Perdoamos as mentiras que descobrimos, damos outras chances, aceitamos as explicações que nos não para terem mentido.

Ou seja, entre mentir e falar a verdade, a mentira ganha de lavada (sim, há boas consequências em falar a verdade, como, por exemplo, o senso de fazer as coisas certas, que algumas pessoas desenvolveram durante a vida, mas ainda assim, são menos opções).

Não acredite em palavras

Se é tão fácil manipular as palavras, mais difícil é mentir através de gestos, expressões faciais, corporais e comportamentos, apesar de ser possível. Para mentir com palavras, basta estarmos atentos às histórias que contaremos, enquanto que os comportamentos precisam estar sempre alinhados com o discurso que demos.

É por isso que muitos casais, alguns meses de relacionamento, descobrem que, na verdade, não gostam do companheiro (você não era quem eu imaginava). O comportamento foi dissimulado por um tempo, mas, diferentemente das palavras, a pessoa voltou, aos poucos, aos velhos hábitos.

Comportamentos passados dizem muito sobre uma pessoa - e, é claro, todos podem mudar. Mas enquanto não se tiver certeza que uma mudança profunda ocorreu, não custa nada ficar bastante atento ao passado do sujeito.

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