quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O lado obscuro da hipnose

Numa sociedade de livre mercado, a existência de um serviço é definido por sua clientela. Se não há clientes, não existe negócio. Os clientes, entretanto, podem ser enganados por charlatões e pessoas de má-fé que se usam da falta de conhecimento de uma área que ainda precisa ser popularizada para vender mentiras.

A hipnose é um desses casos. A técnica, apesar de ser milenar e haver vestígios de seu uso desde o Egito Antigo, até os dias atuais é extremamente desconhecida. Apenas a partir dos anos 50 é que a hipnose começou a ser utilizada por médicos, psicólogos, dentistas e hipnoterapeutas para diversos fins terapêuticos.

De forma breve, a hipnose é uma técnica de condicionamento através do comportamento verbal (Pavlov foi um dos primeiros pesquisadores a concluir que o condicionamento comportamental poderia ser feito, pela hipnose, através da fala - um comportamento que controla outros comportamentos dos indivíduos). Portanto, apesar dos que acreditam, hipnose nada tem de espiritual, místico e sim de uma técnica comportamental.

A descrição do vídeo fala que o paciente é um ex-aidético, mas quando ele fala
se refere meramente a ter resolvido questões de auto-estima.

A hipnose - assim como a medicina em outras épocas e diversas áreas do conhecimento - se tornou campo aberto para charlatões, curandeiros e picaretas que vendem o que não podem entregar e enganam os clientes.

As picaretagens são as mais variadas: hipnose para curar câncer, AIDS, Alzheimer, Parkinson - qualquer doença, segundo o picareta, pode ser curada através da hipnose. E caso não consiga curar, afirma que o paciente não se entregou totalmente para a cura.

Qualquer promessa de cura por formas invisíveis (como poderes mágicos ou transmissão de energias positivas) é considerada pelo Código Penal como crime de curandeirismo e charlatanismo e é crime!

Pessoas que sofrem de cânceres irreversíveis ou com AIDS são presas fáceis para esse tipo de malandragem simplesmente porque podem estar aptas a aceitar qualquer coisa para se livrar da doença - infelizmente, não é esse o tratamento que irá curá-los (eu gostaria que fosse).

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