segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Jornalismo subgramatical e a falsa polêmica com a hipnose

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Gostaria de entender o português subgramatical que alguns jornalistas utilizam até mesmo nas matérias CTRL C + CTRL V. Mas, ignorando a gramática - por mais difícil que seja - vamos analisar a notícia:

- Um diretor tem o costume de hipnotizar os alunos para ajudá-los a melhorar seu desempenho escolar;

- Três alunos morrem e os jornais americanos dizem que foi por causa da hipnose;

- Os motivos das mortes: um dos adolescentes sofreu um acidente de carro; dois alunos se suicidam depois de fazerem uma prova de vestibular extremamente difícil (o SAT nos Estados Unidos);

- Detalhes: a hipnose realizada pelo diretor foi feita muito meses antes das mortes dos alunos e, claramente, não tem nenhuma ligação com a morte deles. E mais: o diretor não hipnotizou apenas esses alunos, ele hipnotizou praticamente todos os alunos da escola nas aulas de ciências.

Na matéria original (o link está logo abaixo) alguém da família dos jovens acusa o diretor de ter "alterado o cérebro subdesenvolvido dos adolescentes". Lamento demais a morte de qualquer pessoa por qualquer motivo, ainda mais jovens, é uma notícia triste, mas lembro-lhes que:

Hipnose não altera a mente de ninguém, muito menos o cérebro. Não se manipula a mente com a hipnose, mas sim cria-se possibilidades que já existem na pessoa (não se cria nada com hipnose, apenas usa-se o que já existe na mente da pessoa). Tudo que se pode fazer sem hipnose, apenas na conversa, pode-se fazer com hipnose. Pronto?

Link original da notícia, em inglês: 

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