domingo, 30 de agosto de 2015

Raças humanas existem?

Este é um dos assuntos mais polêmicos que já tratei neste blog. E isso ocorre por diversos motivos: primeiro que as diferenças entre as raças sempre gerou, na história da humanidade, muitas discórdias (guerras, mortes, escravidão, dominação de um grupo sobre outro, ódio etc). Segundo que, por conta dos motivos no primeiro item, o tema virou um verdadeiro tabu dentro da ciência. Tornou-se muito difícil estudar raças e o pior: chegar a conclusões que vão na contramão das crenças atuais.

Rompendo este tabu está J. Philippe Rushton, psicólogo e pesquisador canadense que por muito anos estudou as raças humanas. Autor do extremamente polêmico e odiado “Raça, Evolução e Comportamento”, Rushton afirma em sua principal obra que, assim como qualquer outro animal, os seres humanos também se dividem em raças (brancos, negros e asiáticos) e cada raça possui características que foram mais vantajosas para sobreviver no ambiente em que elas se desenvolveram.

Rushton partiu da hipótese criada por Darwin que os seres humanos surgiram na África e, a partir dali, se espalharam pelo mundo. Por conta do sol mais intenso nessa região, a pele dos povos que lá vivem escureceram, por conta da melanina que protege a pele das radiações excessivas do sol. Os brancos possuem a pele menos escura porque para onde foram inicialmente (Europa) possuía regiões com pouca incidência solar, então havia uma diminuição da melanina na pele para que tivesse melhor aproveitamento da vitamina D dos raios solares – a mesma explicação define a cor da pele dos asiáticos.

Mas vamos retornar um pouco para o momento em que os primeiros africanos foram deixando a África e partindo para outras regiões: essa viagem rumo, principalmente, para a Europa e a Ásia era extremamente perigosa, exigindo habilidades diferentes daqueles que ficariam na África.

Essas habilidades estavam principalmente no campo do comportamento: ter muitos filhos durante uma longa viagem era mais complicado e perigoso, por isso os asiáticos optaram pela estratégia de ter menos filhos e cuidar melhor deles. Os europeus ficaram no meio do espectro. Enquanto que o clima e as condições difíceis na África exigiam muitos filhos para garantir a sobrevivência do máximo possível, mas acabavam tendo menos cuidados com a prole.

Os melhores cuidados com os filhos afetaram a inteligência e o comportamento dos asiáticos, tornando-os mais inteligentes que os africanos – e os brancos sempre no meio.

Por outro lado, as condições ambientais instáveis na África exigiam um porte físico mais forte e ágil por parte dos africanos – o que não era tão necessário por parte dos asiáticos e europeus que, por desenvolverem mais a inteligência, criaram meios de sobrevivência nos quais a força física era menos importante.

E isso pode ser visto até nos dias de hoje: de acordo com Rushton, os asiáticos se darem melhor em testes de inteligência e QI no mundo inteiro não é um reflexo apenas da atualidade, tampouco os negros se envolverem mais em comportamentos criminosos não pode ser explicado apenas por conta da escravidão – condições biológicas que refletem diretamente tanto na inteligência quanto na agressividade determinam boa parte dos comportamentos das diferentes raças humanas. Por isso os negros, no geral, se dão melhor nos esportes enquanto que os asiáticos em testes de inteligência e mais uma vez os brancos se encontram entre os dois.

Rushton esclarece que nem todos os indivíduos de uma raça serão idênticos e essa regra não vale para todos, mas provavelmente valha para a maioria dos indivíduos dessa raça. Ele também não esclarece como as misturas entre raças podem ter influenciado em novos comportamentos.

Durante todo o seu livro, o autor esclarece que vários aspectos da vida atual das sociedade onde prevalecem estas raças podem ser explicados parcialmente por fatores biológicos: a fome e a miséria da África, o sucesso dos países asiáticos, os grandes atletas negros, os gênios asiáticos etc.

Enfim, após o seu lançamento, vários setores das ciências refutaram totalmente o livro, tornando-o uma obra quase proibida. Cientistas sociais, na época, afirmaram que o livro só servia para estimular ainda mais o racismo e o preconceito entre as raças.

A minha opinião é que, dentro da ciência, nenhum tema pode jamais ser tabu. Assim como estudar as raças humanas pode ter se tornado tabu, existem diversos outros assuntos que são vistos como “inaceitáveis” dentro das ciências (o homossexualismo seria outro?).

A quantidade escassa de pesquisas sobre o assunto não permite determinar se as ideias de Rushton estavam certas ou mesmo de refutá-las totalmente. É possível admitir que ele tem bons argumentos, mas mais pesquisas deveriam ser feitas dentro do tema.

Assim como esclarece Rushton ao longo do seu livro, o objetivo da ciência é dizer a verdade apenas. As consequências dessa verdade precisam ser decididas socialmente, mas a ciência jamais deve ser motivo para exclusão social.

Tais informações, caso fossem confirmadas, poderiam até mesmo contribuir para determinar melhores maneiras de desenvolver os potenciais de cada indivíduo.

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