quarta-feira, 15 de julho de 2015

Comportamentos automáticos e consciência sobre os hábitos

No livro "O Poder do Hábito", de Charles Duhigg, o autor conta uma história simples e bastante interessante: uma moça procura um psicólogo para parar de roer as unhas. O psicólogo então passa uma receita bem fácil: ele vai andar com um pedaço de papel e uma caneta e toda vez que roer as unhas, ela vai anotar.

A moça anotou, se não me engano, 28 roídas em 1 semana. Aquele número aumentou sua consciência sobre seus comportamentos (além de assustá-la) e isso já significou uma melhora grande nesse seu hábito. Depois disso, o psicólogo recomendou que ela fizesse qualquer outra coisa no lugar de roer as unhas - como, por exemplo, colocar as mãos nos bolsos - toda vez que sentisse vontade. Pronto, 90% do hábito desapareceu em pouco tempo.

O que tudo isso significa?

Significa que a maioria dos nossos hábitos - principalmente os ruins - são "automáticos", ou seja, fazemos sem perceber - seja o momento em que fazemos, a quantidade, a frequência etc. Simplesmente fazemos sem notar que, muitas vezes, os hábitos ocorrem em determinados contextos, com uma frequência e quantidade semelhantes. Os hábitos, no geral, não ocorrem de maneira aleatória.

Ao notar os momentos exatos em que um comportamento ocorre você possui mais possibilidades de mudá-lo - agora, ao invés de simplesmente esperar que ele ocorra a qualquer momento, o sujeito entende quando e como ele vai ocorrer e pode fazer qualquer outra coisa que substitua o antigo e indesejável comportamento.

Então, se você deseja um determinado hábito, a primeira coisa a fazer é entender todas as ocasiões em que ele ocorre - depois disso, tente colocar algo no lugar.

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