terça-feira, 5 de maio de 2015

A hipnose no alívio da dor

Sentir dor é um aspecto tão cultural quanto fisiológico ou psicológico. É com uma análise que foge totalmente do senso comum que o livro "A Hipnose no Alívio da Dor", de Ernest R. Hilgard aborda um dos assuntos mais interessantes dentro da hipnose.

Mas por que a dor é cultural? Porque muito do que sentimos como dor é, na verdade, a expressão dessa dor. Países orientais têm uma cultura de manter a expressão da dor mais reservadamente, assim como países latinos ou alguns países da Europa têm, na expressão da dor, algo socialmente aceito e respeitado.

Pain by Ryohei Hase
Existem, basicamente, dois tipos de dores: a fisiológica e a psicológica. A dor fisiológica ocorre quando o indivíduo sente uma dor proveniente de um lugar realmente afetado (é o que se diz que é uma dor para avisar que algo está errado).

Na dor psicológica, por outro lado, não tem nada de errado com o corpo, mas o organismo aprendeu, de alguma forma, a sentir aquela dor (é o caso da dor em membros fantasmas ou casos de dores de cabeça sem uma origem determinada).

Uma dor de cabeça psicológica pode ocorrer por vários motivos. Um deles é a atenção social recebida por quem sente e todas as vantagens de se sentir essa dor. Quem sente uma determinada dor, por exemplo, pode evitar ir ao trabalho, faltar na faculdade e diversas outras conveniências. Isso não significa, no entanto, que a dor é falsa ou que a pessoa fez isso propositalmente: talvez seu organismo tenha, inconscientemente, descoberto que quando a dor surge, existem recompensas a se receber.

A hipnose, então, é colocada no livro como uma excelente forma para aliviar a dor e um dos métodos mais eficazes para comprovar a sua existência já que, diferentemente das outras formas mais subjetivas, é possível dizer com certeza absoluta que uma pessoa não está mais sentindo uma dor e que pode, inclusive, fazer uma cirurgia sem anestésico.

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