segunda-feira, 27 de abril de 2015

Explicando comportamentos não convencionais - Sexualidade - Parte 1

Inicio hoje uma série de posts explicando diversos comportamentos não convencionais que podemos observar em vários indivíduos a nossa volta. São comportamentos tão diferentes do habitual que nos questionamos: "mas por que alguém é assim? por que ela faz isso se não parece ser algo agradável ou aceitável socialmente?" ou até mesmo "Como alguém pode sentir prazer com coisas repugnantes, nojentas, asquerosas?"

É claro que as explicações não são definitivas, mas análises baseadas na Psicologia Comportamental. Tentarei explicar porque algumas pessoas se comportam de determinada forma, ou seja, como certos comportamentos tidos como "estranhos" surgem em algumas pessoas.

Comportamentos no campo da sexualidade como a cropofilia (excitação sexual diante de fezes, que pode chegar até à ingestão, cropofagia), a plushofilia (prazer sexual com animais de pelúcia) ou a dendrofilia (fazer sexo com plantas) são alguns exemplos tidos como "esquisitos".

Temos diversos outros comportamentos que serão analisados posteriormente, nas outras partes da série, tais como: pedofilia, psicopatia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e outros.

A primeira informação a se observar é que nossos comportamentos surgem e se mantem a partir de suas consequências. Se ao realizarmos determinado comportamento a consequência for positiva, agradável e recompensadora, temos mais chances de repeti-lo e mantê-lo no repertório comportamental. Se ao nos comportarmos recebemos alguma forma punição, a probabilidade é que diminuamos esse comportamento ou buscamos realizá-lo de forma escondida, sem que uma punição aconteça.

Também podemos associar dois comportamentos (um neutro, isto é, que não gera prazer, com um agradável e prazeroso) e, então, o comportamento neutro se torna também prazeroso.

Assim pode ocorrer a cropofilia. Muitos homens se masturbam no banheiro, durante suas necessidade fisiológicas (defecar e urinar). O ato sexual solitário pode ficar associado ao ato de defecar (e o cheiro também) e com o urinar (urinofilia, sentir prazer com urina) e então surgir a cropofilia - sentir prazer na presença de fezes que, por sua vez, pode desencadear na sua ingestão.

A associação entre dois estímulos prazerosos não precisa necessariamente ser sexual, mas tornar-se sexual com o tempo. Uma criança solitária, que tem muitos bichos de pelúcia, pode criar e desenvolver sentimentos reais com seus brinquedos (na falta de outro ser humano, o brinquedo ganha características cada vez mais reais. Ao desenvolver-se sexualmente, na puberdade, o adolescente pode manter seus sentimentos sobre os animais de pelúcia e então experimentar a plushofilia.

Alguns comportamentos surgem também pela conveniência (é prático e seguro). Plantas podem ter fluídos que muito se assemelham com a lubrificação feminina ou terem os mesmos formatos de pênis. Pela facilidade de terem relações mais agradáveis que uma masturbação comum surge a dendrofrilia. Provavelmente pelo mesmo motivo, algumas pessoas têm relações sexuais com animais  - zoofilia (pela semelhança com órgãos sexuais humanos, praticidade, necessidade e, claro, o prazer...).

Nojento? Repugnante? Inaceitável? Comportamentos não são doenças, por mais esquisitos e perigosos que sejam, mas são aprendidos em sua maioria e se desenvolvem de acordo com suas consequências. É claro que existem alguns comportamentos que não são saudáveis e devem ser evitados por fazerem mal para si ou para outros. Muitos deles são considerados, inclusive, crimes, como é caso da zoofilia e a pedofilia, que falarei em outra postagem.

E você, quais são seus comportamentos mais esquisitos?

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