sexta-feira, 6 de março de 2015

Desencontros e encontros

Por vezes me pego pensando nas pessoas que já passaram em minha vida. Não apenas nelas em si, mas no que deixaram para mim. Em que me marcaram. No que mudaram a minha vida. De todos os amores, dos ódios, das pessoas que ajudei e as que me ajudaram, aquelas de passagem rápida e as que vieram aos poucos e nunca mais foram embora.

Amizade, Picasso (1908)
Sinto uma saudade infinita de todas essas pessoas. Vejo algumas indo embora e outras chegando e em todos esses momentos eu estou sozinho, pareço observá-las de longe, só que elas estão aqui, participando da minha vida. E sinto uma tristeza profunda por quem está partindo... parece uma viagem sem volta, mas algumas voltam, outras não.

Lembro de uma velhinha que eu passava, por acaso, ainda na adolescência, em frente a sua casa quando ela me gritou "Vá viver a vida, menino". Eu nunca esqueci. E quantas pessoas eu disse algo, sem pensar, e elas nunca esqueceram? Quem será que se lembra de mim e que eu nem sei que existe?

Também gosto de ir atrás de pessoas do passado remoto, saber de suas vidas. Eu quase nunca esqueço de ninguém importante. Posso parecer desinteressado, mas estou sempre pensando e me recordando de antigos melhores amigos, amores, parentes, conhecidos...

São pedaços de mim que foram montados por outras pessoas. E em mim tem mais dos outros que de mim mesmo.

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