terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Análise psicológica sobre o fim de um relacionamento

Ah! É o fim. Aquela pessoa que por tanto tempo nos acompanhou, nos momentos tristes e felizes, em viagens divertidas, compartilhou a alegria junto a nossos parentes e familiares e, aparentemente, de repente... acabou!

O fim de um relacionamento é sempre triste, penoso, cheio de recaídas. Um que quer ser o amigo, o outro que não quer que se vejam nunca mais: brigas, rancores e saudades sempre fazem parte.

O amor, ao contrário do que se pensa, é um sentimento passível de ser explicado: uma pessoa que amamos é aquela que agrega um valor especial a cada circunstância de nossas vidas, mesmo àquelas circunstâncias em que  não está presente (imagine cada situação da sua vida que o seu namorado/namorada não está presente: no seu trabalho, durante um momento de estresse, você para por um segundo e pensa nela/nele e tudo melhora... ou na hora de dormir, em que ela/ele não está presente e você, por um rápido instante antes de apagar, lembra-se do seu amor).

O sentimento de amar é, então, uma condição que torna mais valorosa todas as outras condições da vida e tudo se torna mais especial quando se está junto de alguém.

O problema (psicológico) é perder esse amor: como essa pessoa está ligada, direta ou indiretamente, a vários aspectos da sua vida, tudo vai fazê-lo se lembrar dele/dela. Aí vem o problema:  o seu trabalho, por exemplo, que não tem nada a ver com o seu parceiro, mas mesmo assim, ao ir pro trabalho, você se lembra dele/dela e sofre. Olha como é complicado!

Então fica a pergunta: como quebrar "conexões emocionais" que nem mesmo existem diretamente?

Algumas dicas:

- Vocês querem ser amigos ao fim do relacionamento? Ok, se ambos conseguem naturalmente, parabéns. É uma evolução ótima e se der certo, continuem firme nessa.

- Apenas um quer ser amigo e outro não? Evitem insistir. Pois um dos dois (senão os dois) vai sofrer com a possibilidade do estímulo constante (a pessoa amada) estar presente e reacendendo o sentimento.

- Evite objetos, coisas, pessoas que fazem ligações mentais/emocionais com a pessoa que você quer esquecer: assim você pode superar de maneira mais rápida.

- Evite recaídas. Elas servem apenas para reacender todas as possibilidades emocionais que o seu corpo criou e pode causar mais sofrimento.

- Enfim: procure novos estímulos da sua vida. Não me refiro a encontrar uma nova pessoa imediatamente (aliás, o melhor é evitar por um tempo), mas sim encontrar novas formas de estimular o seu cérebro para que ele não se mantenha, durante grande parte do tempo, pensando no assunto incessantemente. Dê coisas pra ele fazer ao invés de pensar no seu ex.

Ah! E não descarte uma amizade futura com seu ex. Vocês foram namorados e não precisam ser inimigos. Mas respeitem o tempo de cada um. Às vezes é necessário "esfriar" aqueles fortes sentimentos do início do fim antes de tentarem uma aproximação como amigos.

P.S.: Talvez o texto tenha ficado um pouco "dicas de amor" demais, mas utilizei de forma embutida diversos conceitos da psicologia, se quiserem pesquisar mais procurem por: reforçamento positivo, desensibilização sistemática, generalização de estímulos, habilidades sociais - dentro da psicologia - e outros termos.

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