domingo, 17 de fevereiro de 2013

Teóricos da Psicologia: Freud e a Psicanálise


Voltei!

Retorno com o blog neste ano de 2013 com a série de postagens sobre os principais psicólogos – que eu havia prometido ano passado, mas nunca fiz. Este ano pretendo estar mais presente aqui no blog e falar de assuntos mais próximos do cotidiano, tais como: análise de fatos e notícias marcantes nos meios de comunicação (sempre sob um viés psicológico) e de outras novidades do ambiente dos pesquisadores da psicologia. Então, vamos lá:

Tenho sempre a impressão que toda foto do Freud
é muito manjada
Falaremos sobre Sigmund Freud, criador da psicanálise. Este sujeito aí da foto é Freud, o tão falado que explicava tudo. Viveu em Viena no final do século XIX e início do século XX e morreu em 1939, no início da II Guerra Mundial, quando foi perseguido em seu país pelos nazistas porque ele, como muitos outros gênios do século passado e atual, era judeu.

Na sua época, a repressão sexual ainda era muito grande, principalmente em cima das mulheres, que tinham que ser castas, damas na sociedade e na cama e terem relações sexuais apenas para procriação. Para os homens existia algum tipo de pressão por esses mesmos comportamentos, mas com muito menor intensidade.

Freud então, que era médico (isso é importante!), percebeu que quando havia uma incompatibilidade entre o desejo sexual dos indivíduos e a censura imposta socialmente sobre esse mesmo desejo, tal sujeito desenvolveria uma “patologia” psíquica, com desdobramentos orgânicos, causada pela repressão daquele desejo. Um exemplo disso eram, por exemplo, mulheres que sentiam prazer sexual em ver determinada cena (nem sempre com cunho explicitamente sexual), mas por terem sido ensinadas, na infância, que era feio sentir esse tipo de desejo, ficavam literalmente cegas. Isso mesmo! Cegas: assim não era possível mais ver a cena e era possível “controlar” os desejos reprimidos. Na época que Freud estudou essa patologia era conhecida como histeria (clique aqui para ler mais a respeito).

Freud, juntamente com outros pesquisadores como seu colega Breuer (você pode saber mais sobre ele assistindo ao filme “Quando Nietzsche chorou”), desenvolveram uma técnica que na época era conhecida como “a cura pela fala”, isto é, quando a pessoa, atacada por esse tipo de repressão sexual, falava sobre seu problema e ia cada vez mais fundo no âmago de seus desejos mais escondidos, ela se sentia bem e os sintomas muitas vezes desapareciam completamente.

Estudando essa cura pela fala, Freud começou a teorizar sobre a existência de um inconsciente, uma “região” psíquica que armazena todas as informações que não estavam na consciência, muitas delas reprimidas pela censura social – e outras esquecidas por terem acontecido há muito tempo.

As maneiras encontradas por Freud para chegar a esse inconsciente foram as bases técnicas da psicanálise que são usadas até hoje: a interpretação dos sonhos e a livre associação. A primeira pode ser lida mais aqui. E a segunda é a técnica mais importante da psicanálise, que é deixar o indivíduo o mais à vontade possível, numa situação acrítica sobre seus pensamentos e deixar que quaisquer coisas, por menos relevantes que sejam, sejam desabafadas (colocadas na consciência). O objetivo é chegar a uma catarse: uma purificação total ao chegar a uma compreensão sobre suas motivações inconscientes.

Para Freud, o comportamento das pessoas era totalmente controlado por essas motivações inconscientes e analisa-lo era de vital importância para que o indivíduo pudesse diminuir a quantidade de material reprimido durante sua vida. Isto é, basicamente (e extremamente resumido), a tal da Psicanálise do Freud.

CRÍTICAS

As principais críticas a Freud é que seu método não é científico: suas conclusões não foram alcançadas com base em experimentações conclusivas, mas em estudos bibliográficos, análises de casos, observações clínicas etc. Sendo assim, o máximo que a teoria freudiana poderia ser considerada como uma análise filosófica da sociedade vienense da época, com suas censuras, repressões, desejos etc.

Psicanalistas contemporâneos afirmam que as teorias de Freud foram adaptadas para outras sociedades e tempos e que essa visão de cientificidade é apenas uma das muitas formas que a ciência pode ser vista.

CURIOSIDADES

Freud usou e estudou a cocaína por cerca de 11 anos de sua vida. Um tempo bastante considerável para utilizar a substância que era legal na época (inclusive um dos compostos da Coca-Cola, que deixou de utilizá-la em 1906). Tem um estudo sobre a coca e fala sobre o assunto em diversos de seus livros. Segundo ele, parou de usar a droga quando um amigo morreu ao utilizá-la como anestésico.

Além do possível vício em cocaína, Freud também era viciado em outra coisa: os charutos. Dizem que fumava até 20 charutos por dia e atendia seus pacientes fumando (parece que a maioria de suas fotos têm um charuto - achei uma sem!). Ele morreu de câncer na boca causado pelo fumo excessivo.


P.S.: A medida que eu for escrevendo sobre os outros teóricos da Psicologia, farei atualizações sobre aqueles que escrevi anteriormente. Então esta não será a única postagem sobre Freud e a Psicanálise, mas apenas uma introdução.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...