quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fugir ou evitar os problemas pode ser pior...

Fobias, pensamentos negativos, situações amorosas problemáticas, traumas do passado... mais vezes tentamos evitar situações, pensamentos e sentimentos que causam mal do que gastamos energia em tentar enfrentá-los. Será essa a melhor solução para termos uma vida tranquila?

Segundo o psicólogo Steven Hayes, criador da Terapia de Aceitação e Compromisso, o maior problema das pessoas não são suas fobias ou dificuldades, mas sim as tentativas de controlar os pensamentos e as situações dolorosas.

A Terapia de Aceitação e Compromisso se divide em três partes:

- Aceitação: aceitar que os traumas/fobias são comportamentos ruins, mas que não se deve evitá-los e que eles não definem a pessoa por completo - são apenas comportamentos esporadicamente emitidos. Ex.: um usuário de drogas, muitas vezes, rotula-se como dependente químico e acredita que sua vida gira em torno daquilo, ignorando todas as outras circunstâncias importantes (família, amigos etc) que sua vida está inserida.

Escolha: apesar de não controlar seus sentimentos, o paciente tem escolhas a respeito de que tipo de vida quer seguir e determinar como seu futuro pode ser vivido.

- Ação: Depois de se aceitar e determinar o que se quer para o futuro, é hora de agir e determinar que novos comportamentos a pessoa quer desenvolver e iniciar a fase de treinamento das novas habilidades.

Não fugir dos problemas pode criar novos comportamentos
e diminuir nossa sensibilidade quanto o que causa mal
Esse tipo de terapia visa que as situações temidas pela pessoa percam seu poder de nos causar mal, diminuindo nossa sensibilidade a elas.

Exemplo?

1 - Um rapaz tem medo de mulheres e fica muito ansioso em suas presenças ou na presença de uma mulher específica, às vezes até evita pensar nela pois isso lhe causa bastante ansiedade. Ao invés de tentar fingir que não tem medo, assumir para si mesmo (e por que não para os outros?) que se tem medo disso e, a partir de então, determinar que novos tipos de outros comportamentos gostaria de adquirir. Então a terapia visará criar um padrão de pensamento mais ou menos assim: "Bem, eu tenho medo de mulheres, não gosto nem de pensar em falar com elas. Esse é o meu problema. Mas por que eu o tenho? Isso não me define, já que não sou uma pessoa que tem medo de pessoas, mas apenas de mulheres. Eu sou mais completo do que isso. Alguma situação ruim deve ter acontecido para que eu me sentisse assim, mas eu quero começar a falar com garotas. Vou começar a falar coisas simples e não fingirei que não estou nervoso, mas colocarei isso como parte do meu contato com elas".

Fazendo isso, o problema se torna parte da solução. O que antes era motivos de vergonha e humilhação, torna-se um dos assuntos para se discutir com as mulheres que aborda (claro que isso é só um exemplo e a realidade pode ser diferente).

----
Fontes e mais informações:

Behaviorist Lady

Entrevista na revista VEJA com Steven Hayes

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...