terça-feira, 9 de outubro de 2012

Não procure um psicólogo (ainda)


Já vi várias campanhas nas redes sociais e nos grupos e fóruns da internet sobre a necessidade (quase obrigatória) que todo mundo tem de ir em um psicólogo pelo menos uma vez na vida.

Nada mais equivocado.

O psicólogo deve ser a última opção de uma pessoa. Não que seja antinatural, na atualidade é a coisa mais comum que tem a ida em um profissional que lhe ajudará em seus problemas, mas não se deve usá-lo como a primeira e única alternativa.

Antes de ir em um terapeuta, a pessoa deve procurar resolver seus problemas sozinha, ser mais independente e tentar entender o que está acontecendo consigo mesma. Nem todo tipo de problema pode ser resolvido sozinho de tão complexos que são, mas mesmo assim vale a pena fazer para si algumas perguntas básicas:

- O que está acontecendo comigo? (Tente explicar com detalhes seu problema – como você se sente, o que você faz que lhe incomoda);

- Em quais situações eu me sinto assim? (Analise o ambiente que você está inserido – as pessoas que você se relaciona, os lugares que você frequenta e como você se comporta nessas circunstâncias);

- Como eu gostaria de ser e que não estou conseguindo? (Trace metas que você deseja alcançar – você precisa saber onde você está e onde quer chegar, facilita o seu trabalho);

- Quem pode me ajudar a encontrar soluções para esse problema? (Pense nas pessoas próximas de você que podem lhe ajudar – ter confiança e pedir ajuda para parentes e amigos pode ser bastante saudável);

- O que eu posso fazer para me ajudar? (Se você já fez várias coisas, tente outras coisas diferentes. Faça uma lista de coisas que você pode fazer – incluindo mudar de ambientes, conhecer pessoas novas e adquirir novos comportamentos – e tente fazer, analise o que lhe impede de fazer essas coisas e tente controlar essas coisas. Seja o mais específico possível no modo como você deve fazer algo para se ajudar, pois assim você saberá exatamente como agir nas situações-problema que ocorrerem).

Depois de tudo isso, se ainda assim você não encontrar saídas para os problemas, aí sim, deve-se procurar um (bom) psicólogo para ajudá-lo.  E também: não é preciso ter vergonha ou medo de ir ao psicólogo. Ele não descobrirá nada que você não queira saber e é um profissional da saúde como qualquer outro – informe-se com quem faz terapia e gosta! Lembrando que nada é perdido: mesmo sem ter resolvido seus problemas com sua auto-análise, você vai ter se conhecido melhor e já vai ter feito boa parte do trabalho que será feito com o terapeuta.

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