sexta-feira, 16 de junho de 2017

Freud considerava o homossexualismo uma doença?

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, mudou de ideia várias vezes ao longo de sua vida. Alterou textos, colocou várias notas de rodapé (algumas que são páginas inteiras!) e assim re-explicou suas teorias enquanto ia descobrindo coisas novas. Freud é um ótimo filósofo da vida cotidiana, mas suas teses estão longe de ser científicas. Uma das coisas que ele chegou a afirmar foi que o homossexualismo era passível uma aberração sexual passível de cura.

No livro "Um Caso de Histeria, Três Ensaios sobre Sexualidade e outros trabalhos" (Editora Imago, 1969), no capítulo sobre Aberrações Sexuais, Freud fala sobre os invertidos (termo que usa para se referir aos homossexuais) e declara (p. 136):

"O homem invertido sucumbiria, como a mulher, ao encanto proveniente dos atributos masculinos do corpo e da alma; sentir-se-ia como mulher e buscaria o homem".

Logo depois, porém, se corrige e afirma que os homens invertidos nem sempre se sentem como mulher, apesar de direcionarem seu desejo sexual para pessoas do mesmo sexo.

Ele então classifica o que considera como "aberração" em diversos tipos tais como os invertidos ocasionais, os invertidos que possuem desejo pelos dois sexos ou invertidos que, após um certo tempo, abandonam a "condição".

Ao fim do capítulo, Freud admite ser improvável conseguir uma explicação para a origem da inversão e lamenta que as pesquisas de outros estudiosos não tenham levado até a "cura" universal do homossexualismo (p. 139).

---

Qual a importância das ideias de Freud para a ciência? Deveria ser pouca ou nenhuma, mas observa-se como ele ainda influência muitos profissionais da saúde mental, principalmente da psicologia e da psiquiatria (no Brasil, a psicanálise é um dos poucos países em que a abordagem continua bastante forte).

É preciso tomar cuidado com profissionais que seguem suas ideias mas que, por algum motivo obscuro ou ignorância, simplesmente ignoram a análise de Freud sobre o homossexualismo.

Na minha opinião e de boa parte das ciências comportamentais, homossexualismo não é doença, mas um comportamento ANIMAL comum (não existe apenas em humanos) e que, provavelmente, possui uma explicação evolutiva para ter se mantido. Assim como qualquer comportamento, deve ser estudado e explicado pela ciência.

sábado, 25 de março de 2017

A verdadeira história de a Bela e a Fera

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS DO FILME A BELA E A FERA

Bela é uma moça que já leu meia dúzia de livros e por isso é arrogante com as pessoas de sua aldeia, sempre​ os tratando como se fossem inferiores por não terem tido oportunidade de estudar​ e afirmando que não gostaria de morar naquele lugar (durante todo o filme vemos as pessoas trabalhando e ela só cantando e lendo, nunca trabalha). Gaston é um rapaz que a ama verdadeiramente, ignorando outras garotas da vila pois só tem olhos para Bela, mesmo ela sendo inexplicavelmente arrogante com ele.

Fera era um príncipe que tratava mal e só se interessava pela beleza exterior das pessoas e exatamente por isso foi punido se transformando em um monstro perigoso que vive perto da vila. Bela se envolve com ele e coloca todas as pessoas de sua comunidade em perigo. Apenas uma única pessoa se arrisca para salvar a ela e a todos: Gaston, que é tratado como vilão o tempo todo mesmo de forma equivocada (seu único erro durante o filme foi ter tido um momento em que perdeu a cabeça com o pai da Bela).

Bela nunca se interessou por Gaston não por ele ser grosso, o que ele nem era com ela como o filme tenta passar, mas sim por ser pobre. Ao ver a mansão e as riquezas da Fera, ela imediatamente se "apaixona". Mostrando-se uma garota fútil e interesseira.

Por fim, ao tentar se defenderem de um perigo desconhecido, os aldeões são agredidos e Gaston, o herói, é finalmente assassinado pela Fera. O filme, no entanto, fica o tempo todo tentando nos forçar a acreditar que Bela é doce e bondosa - sendo que todas suas atitudes mostram o contrário e que  a Fera, um homem rico que tratava os outros como inferiores merece uma segunda chance, enquanto que Gastão o n, uma boa pessoa que só cometeu um erro e só queria provar seu amor a Bela, é morto diante do aplauso do público. Ele não teve segunda chance.

Um filme para você ver como é possível perceber a verdadeira história que os diretores não quiseram lhe contar.

quarta-feira, 8 de março de 2017

A pobreza da política piauiense

Recentemente viajei para alguns países da Europa (Portugal, França, Holanda e Bélgica) e analisei algumas diferenças entre o Brasil, mais especificamente o Piauí e esses países. O foco desse texto que quero definir é como a política piauiense é pobre, sem conteúdo e, o mais desestimulante, sem nenhum tipo de ação prática que resulte em mudanças na vida real.

Dia desses vi que um político local, que há mais de 20 anos ocupa o mesmo cargo, estava falando na televisão que queria mais parlamentares para o seu partido. Outro político mencionava uma mudança para outra sigla e, por fim, um outro era nomeado como secretário de alguma coisa que poucos ouviram falar.

Notícias sobre política, no Piauí, se resumem a isso: falar sobre conchavos, alianças ou traições entre políticos e partidos. Não existe nada mais inútil e insignificante para a população em saber quem apoia quem ou de que partido o fulano é. Mas as notícias se limitam apenas a isso.

Digamos, para sermos justos, que essa é mais uma crítica ao jornalismo do que a política, que os políticos fazem alguma coisa e que, na verdade, estou sendo injusto com eles.

Os políticos fazem alguma coisa?

Sim, fazem, quando há algum interesse por trás. Em Teresina, cidade em que vivo, várias obras inacabadas atrapalham o trânsito e causam acidentes porque elas foram feitas apenas para ajudar nas últimas eleições. Terminadas as eleições antes do término das obras, estas não precisaram ser concluídas.

Lembro que, na última campanha para prefeito, o ápice foi uma briga entre uma candidata e uma jornalista - isso foi o que de mais emocionante soubemos sobre toda a política do município.

Por fim, a falta de personalidade, de criatividade e de estudo profundo sobre os problemas sociais e econômicos que vivenciamos, assim como de soluções práticas para resolvê-los, definem nossos políticos. Cidadãos sem carisma, sem a ousadia de serem gestores políticos, parlamentares eficientes e reais administradores do dinheiro público.

Mais ação, mais inteligência e menos politicagem!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Qual história sua marca conta?

Uma grande empresa sempre tem uma grande história por trás - e essa é uma ótima forma de manter os clientes envolvidos com sua marca. A fórmula secreta da Coca-Cola, a revolução de Henry Ford em sua fábrica de carros, o palhaço Ronald Mcdonald's - todas essas são histórias que instigam a imaginação do público.

Imagine a história de duas academias: a primeira é sobre um empresário que queria abrir um negócio para ganhar dinheiro, analisou o mercado e resolveu abrir uma academia. A outra é sobre um cara com problemas de peso, que sofreu um ataque cardíaco e, finalmente, conseguiu, após anos de dificuldade, emagrecer 30 kg. Depois disso, ele soube que tinha que abrir uma academia para ajudar as pessoas a emagrecerem.

Qual dessas duas histórias chama mais sua atenção? Provavelmente a segunda, não é mesmo?

É claro que você não vai inventar uma história inexistente. Na primeira história, certamente o empresário tem um nome, tem uma família, passou por dificuldades para chegar onde chegou, essa história oculta precisa ser contada para o público.

Partidos políticos gostam de fazer isso, por mais que discordem de muitas coisas a respeito do presidente Obama, dos Estados Unidos, também pode-se respeitar seu marketing pessoal: Obama é um contador de histórias profissional. Sua gestão é cheia de narrativas e lutas, sejam elas verdadeiras ou falsas, sobre racismo, superação, lutas diárias que envolvem seus eleitores. Por isso ele é tão aclamado por boa parte dos americanos.

Conte sua história, torne os seus clientes personagens de sua fantástica jornada.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Por que a hipnose é uma das coisas mais impressionantes que conheço?

A primeira vez que fiz hipnose foi em uma amiga com medo de aranhas. Ela não conseguia nem assistir filmes que apareciam o inseto. Fiz então uma técnica bastante amadora que não durou 5 minutos. Ela disse, depois, que não sentiu nada. Uma semana depois me entregou duas aranhas de plástico e disse: "Estou curada".

Hipnose é uma das técnicas mais incríveis que a psicologia poderia chamar de sua, infelizmente, a ciência psicológica simplesmente ignora ou os poucos psicó
logos que a praticam são quase escorraçados por seus pares que não aceitam algo tão surpreendentemente rápido como eficaz.

Esse é o maior mito que a psicologia ainda carrega nas costas: a crença de que para mudar comportamentos é preciso demorar, que o indivíduo sofra muito, que ele reviva as experiências ruins que teve. Isso é a maior bobagem que existe. Comportamentos são coisas voltadas para o presente e, consequentemente, para o futuro. Mesmo que tenham se desenvolvido no passado, não é preciso voltar lá para resolvê-los.

No vídeo acima, uma demonstração de hipnose com uma criança de 10 anos fazendo algo impossível de ser feito com o próprio corpo. Imaginem as infinitas possibilidades da mente...

Hipnose é incrível porque é rápida, eficiente, duradoura. Sim, seus efeitos são duradouros assim como quaisquer outras terapias. E o melhor: o cliente sai da consulta sabendo que está melhor, já. Sentindo-se bem. Sem enrolação.

Outra coisa a respeito da hipnose é que ela é bastante segura. Ao contrário do que se pensa, não existem grandes perigos sobre a técnica - o perigo é o mesmo que existe em alguém que aprende jiujitsu, ninguém vai proibir a arte marcial porque ela pode ser perigosa, porque ela não é, e sim quem a pratica.

Aprenda hipnose

Interessados em hipnose? Além dos vídeos no meu canal, estou oferecendo um curso nos dias 27 e 28 de janeiro em Teresina. Clique aqui e saiba mais informações.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Wellington Soares, o falso pervertido que não chocaria nem a minha avó

Conheci Wellington Soares quando um amigo me vendeu um livro de seu professor (o próprio), a Maçã Profanada. Não queria comprar, mas ele insistiu e acabei levando por 5 reais. Era um livro bem fininho, as histórias não passavam de 2 páginas, algo que me incomodava e que, em “O Cu é Lindo”, nova obra do autor, ele manteve. Sempre fica a sensação de que o escritor tem dificuldade em desenvolver ideias mais profundas e complexas que requerem mais detalhamento.

O problema maior tanto de seu novo livro, como do próprio autor, é a de ser um falso pervertido com ideias e linguagem obsoletas, velhas, arcaicas. Ele tenta, desesperadamente, ser polêmico, ser “pervertido”, mas é apenas forçado, com “palavrões” que não causariam espanto nem na minha avó. Expressões como: “sorriso maroto”, “menino traquino”, “rapaziada”, “pilhéria” mostram como sua escrita é extremamente antiquada.

Suas histórias, que eu não consigo chamar de contos de tão curtos, são imaturas e seus personagens não têm personalidade desenvolvida: um gay que matou o namorado após pegá-lo na cama com um travesti, um roqueiro que perdeu a namorada para um cara fã de música sertaneja ou, sem mais nem menos, um menino que foi assassinado pela PM (revelando aqueles traços políticos do autor que nada tem a ver com a temática da obra).

Outro ponto fraco do seu livro é a falta de habilidade criativa do escritor, que não consegue mudar, de maneira eficiente, o eu lírico de seus personagens. Todas as histórias parecem ser contadas pela mesma pessoa (o gay em “Doce Vingança”, ele mesmo em “O Cu é Lindo”, o Pablo de “Viva a Privacidade” falam sempre usando os mesmos tipos de palavras, as mesmas gírias, as mesmas expressões). É isso o que diferencia um escritor amador de um profissional. Essa pobreza literária mostra a inabilidade do autor como contista ou prosador. Talvez ele seja um cronista que fale apenas como si mesmo, o que, de fato, é o que faz.

Quando Freud falava sobre o desejo sexual do filho pela mãe, lá no começo dos anos 1900, isso era polêmico. Wellington Soares acredita, no entanto, que palavrinhas como cu, xoxota, foder causam espanto na sociedade. Na própria crônica que dá título ao livro ele menciona as pessoas que se exaltaram com o nome da sua obra. O que ele não entende é que ninguém se espantou com o título, apenas acharam-no patética: a obra é uma tentativa forçada e vazia de causar polêmica.

Ser “pervertido” é a coisa mais mainstream da atualidade. Não choca. Essas bobagens que ele escreve não causam espanto, nem risos. Apenas deboche. 

Wellington Soares é aquele vovozão que veste uma bermuda e tênis e quer agradar os jovens com gírias de 40 anos atrás. A linguagem do seu livro é ultrapassada e cansativa. Ele acha que ser vulgar choca a sociedade. Mas isso é o natural, nos dias de hoje. Eu ficaria chocado se suas palavras fossem belas e poéticas. Eu ficaria chocado em ler um livro bem escrito, bem feito nesses tempos de literatura de baixa qualidade. Isso sim me chocaria. A vulgaridade virou senso comum – e não perceber esse zeitgeist (espírito do tempo) é o maior atraso intelectual do escritor. Suas ideias são subdesenvolvidas e sem criatividade.

O livro não chega a ser instigante, não é sensual, não é poético, nem erótico. É apenas uma obra vazia, superficial e mal escrita. Relegado ao ostracismo antes mesmo do seu lançamento, ler as obras eróticas do Wellington Soares fazem com que o sujeito broxe, ao invés de ficar excitado.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Por que a maioria das pessoas aceita uma vida desagradável?

Problemas emocionais, contas que não param de chegar, relacionamentos insatisfatórios, dificuldades de mudar comportamentos, acima do peso: por que as pessoas aceitam uma vida que não lhes é agradável? Será apenas por que tentam mudar e não conseguem?

A resposta não é tão simples quanto parece. É claro que muitas pessoas tentam perder peso ou encontrar relacionamentos amorosos mais legais, mas, existem outros fatores que podem estar lhe atrapalhando e um deles é simplesmente o hábito de estar numa situação específica, independentemente dela ser boa ou ruim.


Quando estamos deprimidos, por mais difícil que seja, esta pode ser uma situação confortável para o organismo. Existem ganhos secundários em um problema como a depressão como, por exemplo: não ir ao trabalho, receber mais atenção das pessoas, parar de ser importunado.

Ganhos secundários são vantagens que ocorrem mesmo em situações ruins. E qualquer situação que uma pessoa repete traz algum tipo de ganho. Vamos lá: não perder peso tem como ganho você acabar comendo o que queria; sentir-se ansioso faz com que você evite situações difíceis; se rotular de desorganizado faz com que você justifique para si e para os outros o não-trabalhar na sua organização.

Isso não significa, no entanto, que um indivíduo faça isso propositalmente. Os ganhos secundários ocorrem de maneira inconsciente e, na maioria das vezes, nem são percebidos.

Remover esses ganhos secundários, tornando seus maus hábitos ruins de serem sentidos, é o primeiro passo para não aceitar mais uma vida desagradável.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O que aprendi como motorista do Uber


Comecei a dirigir o Uber assim que ele chegou em Teresina. Os motivos são um experimento social que decidi fazer para entender a tecnologia e, claro, ainda ganhar para isso (opa!). Como todos sabem - e como aconteceu em todos os lugares - o Uber chegou causando polêmica, inclusive com o prefeito dizendo que a cidade não precisava do serviço.

Ignorando o proselitismo ilusionista de Firmino Filho para ganhar a simpatia de uma classe profissional antipatizada por boa parte da sociedade (os taxistas), vamos aos fatos:

Taxistas não pagam mais impostos que motoristas do Uber: no Brasil, em relação a impostos, todos são igualmente ferrados, mas principalmente os mais pobres. Empresas pagam pouco imposto, pois repassam para seus produtos suas taxações. E todos pagam impostos em tudo o que compram: no cafezinho, no pão, no brinquedo, na luz, na água e nos carros.

Opa, exceto os taxistas nos carros. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não é cobrado de taxistas, o que diminui drasticamente o preço dos veículos que eles adquirem. Um carro de R$ 70 mil cai lá pra seus R$ 50 mil - uma quantia significativa. São R$ 20 mil reais que o motorista do Uber irá gastar a mais.

Firmino Filho não tem competência para dizer o que Teresina precisa: não é da alçada do prefeito recém-eleito, Firmino Filho (PSDB), dizer o que Teresina precisa ou não. Concordo plenamente com a frase feita a ele que diz que é só o "arroz com feijão". Concordo com a intenção de afirmar a mediocridade de sua gestão. Não é boa, nem ruim. Mas dizer o que a cidade precisa, mesmo contra a opinião da grande maioria da população, é um gesto bem patético de quem está seguro que acabou de ser reeleito e pode ser menos hipócrita do que precisa ser durante a campanha.

Não tem taxímetro no Uber: pior que o atendimento dos táxis é aquele valor já contado no taxímetro assim que você entra (em Teresina, R$ 4,50). Por que aquele valor? Em uma matéria feita pelo 180graus, o táxi demorou 25 minutos para chegar em um local que um mototáxi e um Uber demoraram 15 minutos. Qual o motivo? Tanto a moto como o Uber tem um preço fechado, não podem enrolar. O taxista tem a vantagem de ganhar mais dinheiro enquanto engana o cliente.
Ao invés de colocar impostos no Uber, tirem impostos dos taxistas: tá, vamos fingir que os taxistas pagam mais impostos que o Uber. Então tirem os impostos deles e não cobrem o Uber. Impostos é apenas um meio de sustentar a corrupção. Você não sabe para onde vai e nunca vê os resultados na sua cidade. Então, para que esse pagamento de dinheiro jogado no lixo (vulgo, bolso de políticos corruptos?).

Taxista é a única profissão do mundo com limite de profissionais: existe uma cota de taxistas. Mas não existe uma cota de médicos, engenheiros, garis, jornalistas, saltadores de paraquedas, pilotos de avião. Você pode entrar em todos esses ramos, exceto no de táxis, afinal, você precisa conseguir um alvará, ele não é de graça, não é barato e provavelmente você nunca vai conseguir tirar. Essa autorização para trabalhar é, na verdade, uma autorização para oferecer qualquer porcaria de serviço sem o risco de perder seu emprego.

40 anos atrás, os táxis eram iguais: os mais velhos sabem que pegar um táxi há 40 anos e hoje em dia é praticamente a mesma coisa. Talvez fosse até melhor. Hoje em dia, não sabemos quem são os motoristas, são grossos e existem até problemas de segurança.

Uber é barato e o serviço é bom, senão você está fora: o princípio do Uber é bem básico - ou você atende bem o seu cliente ou você está fora. Antes da viagem você já sabe o valor da viagem, sem surpresas ou malandragens. Logo depois das viagens, você já pontua a qualidade do atendimento, se tiver muitos ruins, o Uber não quer mais você (e nem os clientes, que não aceitam motoristas mal avaliados). Os taxistas poderiam fazer o mesmo, mas não querem mudar.

Concorrência é a melhor coisa que pode existir. Venha ser Uber, taxistas, saiam dessa zona de conforto que os tornaram um dos profissionais menos simpatizados pela sociedade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O Dr Helder Eugênio é louco?

Quem mora no Piauí conhece - ou está prestes a conhecer - Helder Eugênio, ou melhor, Doutor Helder Eugênio. Empresário, advogado e polemizador nas horas vagas. Eu mesmo ofereço meus serviços para suas empresas e tenho uma certa proximidade com o empresário que tem causado muito polêmica por onde passa, sendo chamado de louco, inconsequente, maluco etc.

Mas, será se ele é louco como boa parte das pessoas diz? As principais causas da "acusação" são por conta de seus comportamentos excêntricos e extravagantes tais como: usar uma barba descuidada (barba de bode), criar outdoors agradecendo o ex-presidente Lula pelo o que ele fez pelos piauienses (bem na época em que Lula estava começando a ser denunciado por diversos crimes), tirar fotos dentro de um caixão como um treinamento para o dia do seu enterro e, principalmente, o fato de exigir ser chamado de "doutor" por todas as pessoas (doutor é pra quem tem doutorado, afirmam).

Como eu não quero perder meus trabalhos lá - e nem a amizade - apesar de já estar arriscando bastante com esse texto não-autorizado, vou chamá-lo de "Doutor" no restante do texto (e vai que é doido mesmo e fica com raiva de mim, aí estou lascado. Brincadeirinha). Mas, vamos lá...

É preciso, primeiramente, analisar o que é loucura, sob a ótica da psicologia, e vamos ver se o conceito se encaixa nos comportamentos do Doutor.

O "louco" como considerado pela maioria da população é, na maior parte dos casos, uma pessoa diagnosticada com esquizofrenia. A esquizofrenia é uma condição em que o sujeito confunde realidade com a imaginação e acredita em vozes que escuta ou em alucinações visuais que possa vir a ter - mesmo que elas não sejam reais.

Realidade e Imaginação

Foquemos na parte na confusão entre realidade e imaginação: será se ele realmente faz isso? Ao colocar suas "loucuras" em público, suas atitudes, por mais nonsense que possam parecer, estão dentro de sua própria realidade. Segundo ele mesmo afirma, são baseadas em certas consequências que ele imagina que elas terão e nenhuma é sem sentido - para ele.

Pode-se, no entanto, dizer que "sim", ele confunde realidade com imaginação ao misturar seus pensamentos mais abstratos e confusos (o que todo mundo têm) e expô-los publicamente. Todo mundo pensa "loucuras", mas o louco clássico é justamente aquele que expõe socialmente o que pensa, vê e ouve por achar que aquilo é real para os outros.

Por outro lado, ter a noção de que suas ações terão consequências - inclusive que as pessoas o acharão louco - é uma atitude baseada na racionalidade e, apesar de não compreendermos suas ações, elas podem estar dentro de parâmetros específicos que não são esquizofrênicos e sim, dentro de uma realidade ainda não compreendida.

Necessidade de chamar a atenção

Outra acusação feita contra o Doutor é que ele, na verdade, não é louco, mas está querendo chamar a atenção para si. Ele coloca sua foto em camisas e tem uma grande imagem sua logo na entrada de sua principal empresa, o 180graus, o que poderia comprovar uma personalidade narcisista.

Esse é um erro de análise banal: todo mundo gosta de chamar a atenção - seja colocando as fotos no Facebook, no Instagram, vídeos, canais no Youtube. Atenção é uma das necessidades primárias do ser humano (sem atenção dos pais não sobrevivemos) e aprendemos no primeiro dia de vida a chamá-la do modo mais incômodo possível: chorando.

Considerar que o modo que ele chama a atenção para si é grosseiro, brega, exagerado não torna sua personalidade narcisista ou diferente das demais pessoas.

O ódio às "loucuras"

O mais engraçado e interessante de tudo isso é o ódio que as pessoas sentem com as notícias relacionadas ao empresário. Comentários como "Esse cara é louco, idiota, imbecil" são comuns. Por que tanto ódio? Outros tipos de acusações poderiam ser feitas, mas criar um ódio por uma figura pública que eles nem mesmo conhecem é algo que, para mim, se parece mais com a esquizofrenia. É confundir o personagem Helder com uma pessoa que eles conhecem pessoalmente e que seus comportamentos podem afetar suas vidas - o que, de fato, não irá acontecer.

Loucos são os outros

Criamos os manicômios para nos sentirmos mais normais: sabemos que quem está ali dentro é rotulado como louco e podemos fazer nossas loucuras livremente sem sermos importunados pelos outros. O que o Dr Helder Eugênio tem feito ultimamente é se fechar cada vez mais no seu castelo. Vive em sua empresa. Diminuiu seu contato social. Criou para si o seu próprio mundo cheio de significados próprios. Talvez, para ele, loucos são os outros. Todo mundo que vive do lado de fora e não compreende seu mundo. E ele precisa se proteger de quem se acha normal.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Como explicar psicologicamente a defesa de Yala Sena pelos direitos dos criminosos?

A jornalista Yala Sena, editora-chefe do Portal Cidade Verde, postou uma imagem ontem (21/11), em que criticava o fato de um criminoso ter sido amarrado com corda e colocado no chão em uma delegacia, por falta de algemas. Ela dizia que os Direitos Humanos deveriam ter feito algo contra essa barbaridade. Logo uma chuva de comentários (a maioria criticando a jornalista) surgiu: "Pois leva para casa", "Ele colhe o que plantou", "Todo castigo pra bandido é pouco"; enquanto os que defendiam afirmam que ninguém merecia ser tratado assim, pois isso não era justiça.

O texto continua logo abaixo das imagens da postagem:



Mas, será que a Psicologia - os seus principais teóricos - conseguem explicar tanto o comportamento de Yala Sena, como dos seus críticos e, de quebra, da própria violência que vem aumentando a cada dia no Piauí e no Brasil?

O lado primitivo, irracional e agressivo

Vamos começar por Sigmund Freud que é um dos principais expoentes da psicologia e criador da psicanálise. Autor de "A Psicologia das Massas", Freud, que era adepto de Darwin, afirmava que após o homem adquirir consciência e inteligência, o seu lado animal ficou mais reprimido, mas ainda assim agressivo e violento. E por isso via a necessidade de encontrar formas de controlar os instintivos mais animalescos dos seres humanos.

Em uma famosa carta dele para Albert Einstein, um pouco antes da 2ª Guerra Mundial estourar, ele se dizia preocupado com as forças mais primitivas dos seres humanos sendo controladas politicamente e que tinha certeza que a guerra iria acontecer.

Apesar de não discordar totalmente com Yala, acredito que Freud estaria mais do lado da sociedade (que tenta se organizar e viver pacificamente) do que do criminoso.

Comportamento

Agora vamos falar de outro nome importante dentro da psicologia, B. F. Skinner, considerado o principal cientista da área do século XX e que estudou a fundo o comportamento tanto de animais irracionais como de seres humanos.

Skinner acreditava que apenas uma sociedade que estimulasse bons comportamentos poderia se desenvolver positivamente. Ou seja, é preciso criar as condições para que os comportamentos não-criminosos ocorram (hoje em dia, chamariam de "dar a oportunidade"). Não acho que Skinner chamaria os bandidos de "vítimas da sociedade", mas considero que ele consideraria que o crime é produto de um meio sem estímulos suficientes para que comportamentos saudáveis ocorram.

Criminosos não fazem escolhas pelo crime, eles fazem o que aprenderam a fazer, o que foi melhor para eles sobreviverem em suas vidas. Ao mesmo tempo que isso não é culpa da sociedade, pois não a sociedade não é um organismo que controla todos os aspectos da vida de todas as pessoas. Mas algo precisa ser feito.
Egil Paulsen

Skinner ficaria no meio termo em favor de Yala, exceto em um aspecto: ele era totalmente contra a agressividade. Para o cientista, toda tentativa de controlar alguém por métodos agressivos geram mais reações agressivas. Nesse aspecto, portanto, ele ficaria totalmente a favor da jornalista, ao afirmar que ninguém deve ser tratado dessa forma.

A teoria das janelas quebradas

Considero que o ponto de união entre os dois lados (e uma possível solução) seja a Teoria das Janelas Quebradas, desenvolvida por um grupo de pesquisadores de Chicago, James Q. Wilson e George Kelling, que afirma que um ambiente degradante estimula a violência e a violência causa um ambiente degradante. Por exemplo: quanto mais crimes acontecem, maior a probabilidade dos crimes continuarem a crescer justamente porque o ambiente está estimulando que isso ocorra (meio Skinner, hein?). Se algo não for feito para parar, vivemos um loop infinito com todo mundo se dando fatalmente mal.

Conclusão inconclusiva

Concluo fazendo uma mistura dos teóricos citados (se fosse citar outros, o texto seria infinito): há falta de oportunidades para pessoas pobres, sim. Isso, no entanto, não justifica que pessoas escolham o crime como uma forma de vida mas, ao mesmo tempo, os próprios bandidos não possuem modelos de comportamento mais saudáveis e não-criminosos.

É um ciclo infinito que, se não for parado de ambos os lados, nunca acabará, tendo como saídas: 

1º tirar os atuais bandidos de circulação, aprisionando-os e diminuindo a violência na sociedade, evitando, no entanto, que eles sofram agressões físicas para que não desenvolvam ainda mais o lado animal e agressivo (punições duras, justas e prolongadas, mas sem violência) e;

2º criar um ambiente social mais saudável, que estimule comportamentos de ética, cidadania e trabalho e desestimule o crime. Uma sociedade que as pessoas se sintam tranquilas e não precisem andar com medo dos bandidos e com raiva dos políticos incompetentes.

De quem é a responsabilidade por isso? Do governo? Da sociedade? Dos jornalistas? Dos psicólogos? De Deus?

Só o tempo dirá se teremos salvação.

Por hoje é só.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Por que compramos o que não desejamos?

Você entra numa loja, fala aquele famoso "Estou só olhando", mas cada objeto que você pega, o vendedor diz algo como: "Isso está em promoção, com um excelente desconto" ou então "Essa roupa vai ficar perfeita em você, gostaria de provar? Vamos procurar o seu número" - enquanto já começa a procurar e a indicar onde fica o provador. Você, que entrou na loja sem dinheiro, sai de lá cheio de coisas, com o cartão de crédito estourado e irritado com o vendedor.

Por Garth Marias 
Isso acontece com muita gente, não é mesmo?

O autor do livro-seminário Engenharia da Persuasão, John La Valle, afirma que esse tipo de comportamento causa o "trauma do consumidor". Aquele indivíduo, na próxima vez, irá evitar entrar nesse tipo de loja justamente porque o vendedor consegue fazê-lo comprar mesmo que ele não queira.

Isso ocorre por diversos fatores. Um deles é que o vendedor cria as circunstâncias que antes o comprador em potencial estava bloqueando: "eu só quero olhar porque não tenho dinheiro" se transforam em um "Eu posso pagar no cartão e, realmente, o produto está com um ótimo desconto". Ou então "Não sei se isso ficaria bem em mim" para um "Isso ficou perfeito, combinou direitinho e ainda está na moda".

Compramos sem querer - e, às vezes, sem poder - porque a partir do momento que entramos na loja, a situação muda. A mente muda com as novas informações que o vendedor irá colocar (desconto, moda, ficou bonito, promoção, liquidação, parcelado), diferentemente das informações anteriores (não posso comprar, não tenho dinheiro, só quero olhar etc).

La Valle conclui que não se deve fazer uma venda assim (e nem uma compra!), pois ao criar esse trauma nos consumidores, o vendedor pode até ganhar sua comissão agora, mas irá perder um cliente para sempre.

E, para os compradores, evite tomar decisões que sejam diferentes daquelas que você tinha antes de entrar na loja. A pior forma de fazer uma escolha é escolhendo a primeira coisa que se vê.

domingo, 20 de novembro de 2016

A mente inútil

Já passei 10 anos magoado com uma pessoa. Era um motivo fútil que, de repente, me surgiu uma ideia na cabeça: a pessoa nem lembra que fez isso, por que até hoje isso me consome? Também vivia tendo discussões imaginárias com alguém que eu havia brigado: “Eu deveria ter dito isso”; “Ah, se eu tivesse dito isso, ela iria entender meu ponto de vista”. 

Isso é o que eu chamo de mente inútil. 

Passamos boa parte do tempo imaginando situações que deixaram de existir há muito tempo ou que nunca existiram e pensando em possibilidades que jamais irão se concretizar, pois a ação ocorreu há muito tempo. 

Quem nunca? 

Essa é uma das atividades mentais mais inúteis que existem, um gasto de energia mental que também nos desgasta emocionalmente, pois mantemos uma mágoa que deixou de existir no tempo, mas ainda insistimos em carregá-la. 

A solução 

Uma solução retirada dos livros de Programação Neurolinguística é transformar aquelas imagens, pensamentos ou discussões que ocorreram há anos (mas continuamos discutindo com a pessoa em nossas cabeças) em outras histórias. 

Por exemplo: você discutiu com um amigo e fica imaginando o que poderia ter dito a ele e como ele reagiria. Essa imagem se repete infinitamente na sua cabeça. Você, então, precisa recontar essa história. Finja que vocês começam a brigar no burro e ele vira um monstro (ou você) ou então que vocês chegam a uma conclusão no debate e encerram o assunto – na sua cabeça. 

Isso dá para o seu cérebro a sensação de que o assunto foi encerrado e, provavelmente, você vai parar de pensar nisso. Isso ajuda até mesmo a desenvolver a criatividade. 

Torne a sua mente inútil uma parte criativa dos seus processos cognitivos.

sábado, 19 de novembro de 2016

Carta para um grande amor

Relacionamentos, hoje em dia, são mais públicos do que privados. Mas apenas a parte privada, que está se tornando quase obsoleta, é o que realmente importa. Apenas o íntimo é real em sentimento - o público é real no sentido estético. Dizem, também, que o que se coloca na internet é eterno, não tem conserto e é incontrolável. É por isso mesmo que gostaria de deixar algumas palavras para um grande amor, Arianne Lara.

Sei que não estamos mais juntos, mas quero que saiba que você é uma das pessoas mais especiais que já tive o prazer de conhecer. Sempre admirei sua pureza, suas gentilezas, seu jeito bem-humorado de levar a vida. Todos que lhe conhecem sabem disso.

Peço desculpas por sentir, com culpa, que eu tornei você pior em alguns aspectos, talvez menos gentil, menos esperançosa quanto a vida. Sempre fui um cínico em relação a vida, mas espero não ter passado nada disso para você.

Grandes amores são raros e eu acredito que são eternos. Pessoas especiais mudam a gente para sempre, o modo de ser, de ver o mundo, se acreditar nas coisas, de sentir. E de tão especial, carregarei em mim tudo o que você me passou.

Não vou falar de coisas tristes e nem discutir motivos, apenas quero celebrar, nessas linhas, tudo o que foi e tudo o que ainda será, pois continuamos vivos e os sentimentos são para sempre.

Quero agradecer a você nossos bons momentos juntos. Aquilo que só a gente sabe. E que se manterá eterno em nossa essência. Isso nada nunca mudará.

Muito obrigado. Amo você e seja feliz.

Estarei sempre aqui por você.

Amores imaginários, corações despedaçados

O cérebro não sabe diferenciar realidade de fantasia. É por isso que às vezes misturamos o toque de um celular com um sonho e, ao acordarmos, não sabemos se estamos dormindo ou acordados.

Uma situação não tão interessante é passar meses e anos mantendo um amor imaginário com alguém que não está mais com a gente - ou está apenas na nossa mente.

Algumas pessoas passam décadas mimetizando um relacionamento que terminou há anos. É difícil até mesmo seguir em frente.
Lembro de uma garota que veio me dizer que seu namorado era muito apaixonado por ela e perguntou se eu poderia conversar com ele para saber se estava tudo bem no relacionamento. Ao falar com ele, descobri que o namoro só existia para ela. Ele se considerava solteiro e havia meses que não falava com a moça.

Pessoas podem passar tempos com suas vidas estagnadas esperando que, de repente, o outro volte, que tudo não tenha passado de um engano e ele surja de repente jurando amores eternos.

Sinto informar que ele ou ela não vai voltar. Esqueça! Isso ocorre justamente porque o sentimento não existe, exceto na cabeça de uma das pessoas.

A boa notícia é: ele ou ela não vai voltar e isso é ótimo. Você tem a chance de ter uma vida. Se ele voltasse, você estaria eternamente preso a isso.

Por que sofrer por alguém que não dá a mínima? Ou pior: por que dar uma oportunidade para quem quis ir embora?

Você tem todas as possibilidades do mundo para se reerguer enquanto está só (provavelmente seria pior estar com alguém assim). Ela não mereceria o seu amor.

Agora é a hora de enterrar os mortos do passado e seguir em frente. Pronto?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Como seu sistema de crenças faz com que você fracasse

Uma vez atendi uma pessoa que chegou: "Eu tenho depressão". Perguntei-lhe: "E como você sabe que você tem depressão?", no que ela respondeu: "Porque os médicos disseram" e eu: "E você acreditou?" e ela: "Sim. Acho que sim", então eu disse: "Mas por que?" e ela "Porque eu me sinto triste em alguns momentos do dia" e eu disse: "Então você tem depressão em alguns momentos do seu dia, em outros não, correto?"

O sistema de crenças dela dizia que ela tinha depressão, mas o que eu fiz foi colocar a crença de que ela tinha algo nos médicos (removendo a fonte da crença dela mesma) e depois mudando a ideia de que ela tinha depressão, colocando a ideia de que ela tinha depressão em alguns momentos do dia, ou seja, não era algo permanente.

Quando acreditamos em algo, nos comportamos de acordo com essa crença. Isso pode nos limitar seriamente - mas pode, ao contrário, ampliar as possibilidades, caso o que acreditemos seja exatamente que podemos fazer qualquer coisa.

Lembro de uma vez em que estava tentando parar de fumar e li um texto sobre um cara que falava em "super-homens", pessoas que controlavam totalmente seus comportamentos. Fiquei fascinado por ser daquele jeito e, imediatamente, consegui parar de fumar. A crença foi que eu era capaz de parar no momento que eu quisesse e instantaneamente funcionou.

Todos possuem diversas crenças limitadores que não tem base nenhuma na realidade, são apenas afirmações que foram ditas, em algum momento, e se tornaram um norte para elas. Quando crianças, muitos ouvem de seus pais e professores que tais e tais coisas não dão certo (já ouvi muito pai e mãe chamando a criança de burra!!!) e isso fica gravado de tal forma que guiamos nossas vidas baseado em afirmações de outras pessoas.

Romper com tais crenças e ver o mundo como ele é liberta uma pessoa. O palestrante Jim Rohn afirma: "O copo está meio cheio, mas também está meio vazio".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...